RESERVA DA SERRA


 

 

GRAXAIM-DO-MATO
(Cerdocyon thous)



Carnívoro da família dos Canídeos

Mamífero nativo da América do Sul. Tem hábitos noturnos e permanece durante o dia em tocas ou em abrigos na mata. Tem uma linha de pelos negros no dorso e nas patas.

Alimenta-se de pequenos animais, como roedores, anfíbios, aves, insetos e lagartos. Eventualmente pode se alimentar de carniça ou de frutos.

Habita preferencialmente áreas de matas e capoeiras, onde encontra abrigo e alimento. Pode ser visto em áreas abertas a noite quando sai para caçar ou acasalar.

Reproduzem-se uma vez por ano e tem uma gestação que cerca de 60 dias, podendo gerar até cinco filhotes por ninhada. 

VEADO-VIRÁ
(Mazama gouazoupira)



Herbívoro da família dos Cervídeos.
Mamífero nativo da América do Sul habita áreas de matas pouco alteradas ou capoeiras. 

O macho diferencia-se da fêmea pela presença de um par de chifres simples, sem ramificação. Tem pelagem geral parda e acinzentada. Alimentam-se exclusivamente de plantas que encontram no interior e nas bordas das matas e capoeiras. É ruminante (realiza duas mastigações  intercaladas da vegetação ingerida) como o gado doméstico.

Reproduz-se uma vez ao ano e a gestação pode durar até seis meses. O filhote nasce no início da primavera e tem o pelo manchado com pintas brancas para melhor se esconder dos predadores.

Tem hábitos diurnos e crepusculares, quando pode ser visto na mata ou em áreas mais abertas. Muito rápido e com um sentido de audição altamente desenvolvido.  Seus predadores podem ser os felinos (puma, jaguatirica), cães domésticos e o homem.

GRALHA AZUL
(Cyanocorax caeruleus)

Ave da família dos Corvídeos é uma das espécies típicas das matas de pinheiros da região sul do Brasil. Tem hábitos diurnos e vive em bandos de até dez indivíduos. Ao menor sinal de presença de estranhos, iniciam a vocalização que consiste de repetidos gritos que servem de alerta ao bando.

Alimenta-se de pinha e outras sementes, além de frutos e raízes de várias plantas. Nativas e exóticas. Contribui para dispersar o pinheiro quando espalha as sementes (pinhões) de forma acidental enquanto se alimenta.

Constrói seus ninhos nos galhos das araucárias com gravetos finos sempre em locais de difícil visualização do solo. Os filhotes nascem na primavera e são criados pelos pais e por outros indivíduos do bando, os ajudantes de ninho.

CUTIA
(Dasyprocta aguti)


É um roedor nativo do Brasil e pertence a família dos Dasiproctídeos. Tem hábitos diurnos e vive em matas, capoeiras e campos. Abriga-se a noite em tocas. Tem, com todos os roedores, um par de dentes incisivos frontais que são uma ferramenta poderosa para abrir cascas de sementes e frutos, raízes e plantas.

Tem o hábito de estocar alimento no solo, onde cava pequenas tocas com as mãos, enterrando posteriormente o alimento. Tempo depois ela encontra o local pelo olfato, alimentando-se das sementes. Isto ocorre com freqüência com o pinhão, o que faz com que esta espécie seja uma das mais importantes dispersoras da araucária.

PAINEL DO BUGIO RUIVO
(Alouatta fusca)

O Bugio ruivo é um mamífero arborícola diurno da família Atelide, nativo do sul do Brasil e vive a maior parte de sua vida sobre as árvores. Vive em grupos familiares de até 10 indivíduos em áreas determinadas das matas. Os machos adultos são de cor avermelhada e as fêmeas têm a pelagem preta e são menores.

Alimentam-se de folhas, frutos, sementes e eventualmente de algum inseto ou ovos de aves encontrados em ninhos. Os machos vocalizam intensamente (o ronco do bugio) para demarcar o território da família que controlam. Eles têm um órgão especial na garganta (laringe) que serve para amplificar o som.
Na primavera é comum ver as fêmeas carregando os filhotes no dorso enquanto deslocam-se pelos ramos e galhos das árvores.

Tanheiro
 (Alchornea triplenervia - Euforbiácea)

Árvore de médio e grande porte, nativa do Brasil e no Rio Grande do Sul ocorre nas regiões de florestas nativas e alteradas. Suas sementes têm uma crosta adocicada (arilo) que atrai a fauna e esta realiza a sua dispersão. É uma planta pioneira (desenvolve-se primeiro nos lugares alterados).

Cerejeira
(Eugenia involucrata – Myrtácea)

Árvore nativa do Brasil ocorre em todas as florestas do Rio Grande do Sul. Produz um fruto comestível muito procurado pela fauna, que assim dispersa suas sementes.

Ipê-da-serra
(Tabebuia alba – Bignoniácea)

Árvore nativa do sul do Brasil. No inverno perdem as folhas completamente (caducifólia) e na primavera desenvolvem primeiro as flores amarelas e só depois as folhas. Os frutos são secos e as sementes são levadas pelo vento (anemófila)

Untitled Document

 


 

 

Erva-mate
(Ilex paraguariensis – Aquifoliácea)


Espécie nativa do centro sul da América do Sul.
Das folhas prepara-se o mate e os frutos alimentam a fauna que espalha suas sementes, disseminando a árvore pela mata.

Santa-rita
(Laplacea  fruticosa – Teácea)


Espécie nativa ocorre do Pará ao Rio Grande so Sul.
Folhas mortas ficam vermelhas e os frutos são secos (cápsulas) e as sementes leves e espalhadas (dispersadas) pelo vento.

Casca-de-anta
(Drimys angustifólia –Winterácea)


Espécie nativa ocorre da Bahia ao Rio Grande do Sul. Aqui especialmente na mata de pinhais. Frutos consumidos pela fauna que espalha (dispersa) suas sementes.

Araucária
(Araucaria angustifolia – Araucariácea)

Espécie de pinheiro nativo do sul do Brasil e ocorre naturalmente acima de 600 metros do nível do mar. Produz uma semente, o pinhão, muito consumido pela fauna durante o inverno.

Pinho-bravo
(Podocarpus lambertii – Podocarpácea)

Espécie de pinheiro nativo encontrado junto com a mata de araucárias no sul do Brasil.
Sua semente se desenvolve sobre uma base carnosa adocicada. A fauna ao se alimentar, carrega e espalha (dissemina) as sementes.

Aroeira-vermelha
(Schinus terebinthifolius – Anacardiácea)

Espécie nativa do Brasil frequente em áreas alteradas (pioneira). Produz um fruto vermelho conhecidos como “pimenta-rosa” consumido pela fauna que espalha (dispersa) suas sementes. Usado na culinária como tempero.

Bracatinga
(Mimosa scabrella – Mimosácea)

Espécie nativa ocorre junto com a araucária no sul do Brasil.Fruto seco e as sementes são levadas (dispersadas) pelo vento ou água. Desenvolve-se rapidamente em áreas degradadas (pioneira).

Carrapicho
(Sloanea monosperma – Elaeocarpáceae)

Espécie de árvore nativa de grande porte ocorre junto com a araucária no sul do Brasil.
Fruto seco em forma de cápsula com pequenos espinhos, de onde deriva o nome popular. Quando maduros, abrem para liberar as sementes.

Murta
(Blepharocalyx salicifolius – Mirtácea)

Árvore de grande porte, nativa do sul do Brasil, comum na mata de araucárias. Frutos de cor laranja apreciados pela fauna que acaba espalhando (dispersando) suas sementes.

Canjerana
(Cabralea canjerana – Meliácea)

Árvore nativa de grande porte, ocorre em quase todas as florestas do Brasil. Fruto vermelho quando maduro, abre-se para liberar as sementes que são consumidas pela fauna. Mantém suas folhas ao longo de todo o ano (perenifólia).

Cedro
(Cedrela fissilis – Meliácea)

Árvore nativa de grande porte ocorre em quase todas as formações florestais do Brasil. Fruto seco que, quando maduro, abre-se para liberar as sementes que são levadas pelo vento (anemocoria). No inverno perde todas as folhas (caducifólia)

Guaperê
(Lamanonia ternata – Cunoniácea)

Árvore nativa de médio e grande porte. Ocorre no sul do Brasil. Perde as folhas no inverno (caducifólia). O fruto é seco e as sementes levadas pelo vento. Do seu néctar as abelhas produzem o famoso mel branco, de alto valor nutritivo

Ipê-ouro
(Tabebuia alba – Bignoniácea)

Árvore de médio porte, nativa do sul do Brasil e comum na mata de araucárias. Perde suas folhas no inverno (caducifólia) e seus frutos são vagens que se abrem para liberar as semente ao vento.

Gramimunha
(Weinmannia humilis – Cunoniácea)

Árvore nativa, de grande porte, comum nas matas de araucárias. De suas cascas extraia-se o tanino para curtimento de couros. Considerada uma espécie rara. Mantém suas folhas o ano todo (perenifólia).

Capororoca
(Myrcine sp – Primulácea)

Árvore de médio porte, nativa do Brasil, comum na mata de araucárias e em todo o RS. Frutos de coloração preta apreciados pela fauna que acaba espalhando (dispersando) suas sementes.

Untitled Document
Associação
Reservas
Fotos
Maiojama
Localização
Fale Conosco
Notícias